Un hogar mexicano

De uns tempos para cá fomos invadidos por uma onda de casas mexicanas. Ficamos mais entrosados com burritos, tacos e enchilladas. Aprendemos a comer guacamole e muita pimenta jalapeño, mas não sabemos tanto assim sobre a verdadeira comida mexicana. Na maior parte do tempo nos deparamos com restaurantes tex-mex que são ótimos, mas, como diz o nome, trata-se de uma cozinha híbrida, nascida nas fronteiras do estado americano do Texas com o México.

Uma nova casa no Itaim, no entanto, promete trazer as raízes mexicanas para a mesa. É o Hecho en Mexico

O milho com manteiga na espiga custa R$6,2.

Estacionamento:

Com uma fachada discreta, principalmente à noite, é preciso cautela para não passar o lugar, que conta com serviço de manobrista compartilhado com o restaurante da esquina, o Pomodori. O serviço custa R$18,00 (com carimbo da casa paga-se R$15,00) e se faz necessário uma vez que é bem difícil achar um lugar na rua para estacionar.

Entrada:

Passando pela porta fica uma área com vista para a rua que serve tanto como sala de espera quanto como espaço para refeições rápidas. Atravessamos um corredor com referência aos lutadores de lucha libre para chegarmos ao salão principal, cuja decoração simples, mas alegre é certeira na referência ao México.

Prato principal:

O cardápio do Hecho en Mexico é composto por pratos que, embora substanciosos, são em sua maioria porções para serem saboreadas com as mãos, como os clássicos burritos, tacos e quesadillas. Em cada categoria é possível escolher entre 4 a 5 opções de recheio, entre elas uma versão vegetariana.

Pe Efe Carnitas

Experimentamos várias combinações e todas estavam deliciosas. Foram elas: o taco carnitas, de carne de porco marinada acompanhada de vinagrete; o burrito fajitas, de carne com cebola e bacon (todos os burritos vem com arroz e frijoles refritos); e quesadillas de shimeji e queijo, em porção com 4 pedaços

Para quem não consegue se satisfazer com entradas, o restaurante também serve os “Pe Efes”, uma brincadeira com os nossos pratos feitos. Todos eles vêm com arroz, feijão, guacamole, salsa, uma carne à escolha e ovo frito para quem quiser. Uma das melhores coisas são os preços, que não passam dos R$20,00.

Para os amantes das pimentas, lá é possível encontrar 4 tipos distintos de molhos de pimenta, além, é claro, da já conhecida tabasco. Todos eles ficam no bar e podem ser pegos a qualquer momento em copinhos. Cada molho tem um grau de ardência e um sabor a ser explorado.

Sobremesa:

Nada de petit gâteau ou brownies. No Hecho en Mexico a melhor opção (são apenas 3) é o arroz doce que, embora simples, tem sabores complexos. Além da canela, leva suco de laranja e uva passa. Há também torta de ricota e frutas.

Outras considerações:

“Adorei o Hecho en Mexico. O ambiente é agradável e a comida, interessante e saborosa, embora menos agressiva que as opções tex-mex. Os ingredientes ficam ótimos juntos, pois nenhum se sobressai devido ao excesso de pimenta, de gordura ou de sabor. Bom exemplo disso é o arroz doce que, apesar de feito com mais ingredientes, ficou mais suave que os normalmente encontrados por aí.”

Hecho en Mexico

R. Dr. Renato Paes de Barros, 538 – Itaim

(11) 3073 – 0833

hechoenmexico.com.br

Café da manhã 5 estrelas

Panquecas americanas e waffles (ao fundo) servidas no café-da-manhã o PJ Clarke's

De todas as mordomias oferecidas por hotéis bacanas, minha preferida sempre foi o café-da-manhã. Mesmo nos tempos em que não tinha os hábitos impostos pelas obrigações que me fazem acordar antes do meio-dia aos fins de semana, eu levantava feliz para encontrar um bufê farto no lugar do pão amanhecido com margarina de todos os dias.

Felizmente para quem anda sem tempo e/ou sem dinheiro para viajar em grande estilo, São Paulo tem várias opções de padarias e restaurantes que oferecem o famoso “café-da-manhã de hotel”. No PJ Clarke’s, por exemplo, opções do bufê e ambiente transportam os clientes para Nova York, com direito a conversas em inglês na mesa ao lado.

O bufê

Nas manhãs de domingo, das 9h30 às 12h30, no espaço geralmente voltado para festas ou grandes reservas, vários tipos de pão, frios, cereais, frutas, sucos, iogurtes e outras delícias ficam distribuídos em uma mesa comprida.

As estrelas do bufê (R$33) são as receitas tradicionais no café da manhã americano, como omelete, batata rosti, tiras de bacon, salsichas fritas aceboladas, brownie, cookies, cream cheese, panquecas americanas e waffles – calda de chocolate, geleias e xarope de mapple são opções de cobertura – mas figuras carimbadas no desjejum brasileiro também compõem o cardápio, como queijo prato, presunto, pão francês e até pão de queijo.

Para beber, água, sucos, chá, leite, café e achocolatado tornam desnecessário pedir qualquer coisa à parte.

Apesar de tudo estar à mesa, o atendimento é marcante, com garçons recolhendo os pratos sujos no instante em que garfo e faca vão para o guardanapo, e reposições do bufê sendo feitas a todo momento.

Outras considerações:

Glaucia: Tudo estava muito gostoso. A variedade de pães me agradou muito, pois gosto das guloseimas, mas não vivo sem meu pão francês. A luz baixa do ambiente me deixou muito feliz, porque não deixa o lugar com cara de cozinha e nem atrapalha a o clima das pessoas sonolentas curtindo a primeira refeição do dia. Há um romantismo no ar, um quê de coisa caseira da casa da vó, onde tudo está quentinho, pronto para ser degustado. Ai, ai… vou sonhar com aqueles waffles crocantes.

Marcel: PJ Clarke’s não tem erro: o ambiente é perfeito e o café da manhã não foi diferente, mas a minha surpresa foi quando cheguei ao fundo da mesa. Ao lado dos doces, bacon com salsichas e a batata rosti fizeram a minha felicidade na parte dos salgados e o waffle com todas as geléias e coberturas possíveis me deixaram com a sensação de que poderia ficar lá o dia todo.

P.J. Clarke’s

Rua Dr. Mario Ferraz, 568 – Itaim Bibi

Tel: (11) 3078-2965

www.pjclarkes.com.br

Macarronada no boteco

Domingo é dia de macarronada, certo? Pois nós trocamos o banquete da mama pelo bufê de massas da Mercearia ZN, na Água-Fria, zona norte de São Paulo. Falta amor de mãe, mas sobram porções fartas, ingredientes finos e chopp bem gelado.

Visão interna do restaurante. À esquerda, o balcão com os acepipes.

Estacionamento:

Ao redor de uma rotatória, forma-se uma espécie de centrinho gastronômico ou praça de alimentação chique, com pizzaria, cantina italiana, pub, restaurante japonês e a própria Mercearia. Nenhum deles possui serviço de manobrista e, à noite, pode ser complicado achar lugares próximos para deixar o carro. Por outro lado, é possível encontrar vagas nos arredores, e a região de atmosfera interiorana torna a curta caminhada mais agradável.

A visita foi num domingo, dia de feira. A partir das 13h a situação fica mais tranquila.

Entrada:

É possível comer acepipes por kilo, mas, como não estão inclusos no preço do bufê, sai mais em conta reservar espaço para as massas e aproveitar os pães italiano e francês servidos na mesa.

O salão com referências a botecos antigos estava cheio e, apesar de aberto, estava bem quente.

Prato principal:

No bufê, os molhos tradicionais podem levar um dos 10 tipos de massas (7 delas recheadas) feitas no esquema do Spoleto, porém com algumas diferenças significativas. Entre os 38 ingredientes disponíveis estão camarão, vôngole, lula, shitake e conhaque. Tudo em boa quantidade. A estratégia de servir na mesa funciona muito bem. Além de evitar filas, ainda ganha na apresentação, com tomate cereja e salsinha para decorar. Outra diferença importante é o preço, que na Mercearia é de R$49 por pessoa para comer o quanto aguentar. Como cada prato é muito bem servido, é difícil passar do segundo. A dica é pedir meia porção caso queira experimentar mais de uma combinação.

Outras considerações:

Gláucia: Para quem gosta de frutos do mar, os ingredientes disponíveis são tão frescos que parecem ter acabado de sair do mar. Outro ponto bacana é poder exercitar seu lado chef de cozinha e criar muitas combinações. Você pode até errar a mão no sabor, mas com certeza seu prato ficará lindo. É válido lembrar que o bufê de massas só acontece aos domingos, mas os pratos à la carte podem ser pedidos todos os dias.

Marcel: Depois de comer em Spolletos da vida ou em casamentos, você fica com o maior medo de comer em um bufê de massas, principalmente com esse preço, mas só de passar a primeira vez na mesa do preparo você já sente toda a diferença, tudo bem bonito e fresco. E nem tenho o que falar do atendimento, nunca me deixaram na mão. 

Mercearia ZN

R. Casa Forte, 438 – Água Fria

Tel: 2996 – 8060

merceariazn.com.br