Cardápio: Maionese caseira

Maionese caseira. Foto: Rentao Marcel Ribeiro

Reza a lenda que os franceses preferem comer batata frita com maionese. Muitos pensam que sim, outros alegam que isso vai de região para região. O fato é: não há pesquisas com estatísticas a esse respeito, mas tal crença talvez tenha sua origem justamente no fato de o surgimento da maionese ser tão próximo dos franceses.

De acordo com o Larousse Gastronomique, há quatro teorias possíveis que elucidam a origem etimológica da palavra mayonnaise. Muitas fontes atribuem o nome ao Duque de Richelieu (Armand de Vignerot du Plessis), que durante uma festa de celebração pela captura do Porto Mahon, na ilha espanhola de Minorca, em 28 de junho de 1756, teria ele próprio ou seu chef inventado o molho e o chamado de mahonnaise. Outros acreditam que ele tenha sido originalmente uma especialidade da cidade francesa de Bayonne. Conhecido então como bayonnaise, seu nome teria sido modificado com o tempo para mayonnaise.

Entretanto, alguns pesquisadores de história gastronômica vêem a origem do nome desta iguaria em sua própria forma de feitura, como o autor do livro Cuisinier parisien: Traité des entrées froides (Cozinheiro parisiense: Tratado das entradas frias), Carême, que acredita que ele seja um derivativo da palavra francesa manier, que significa agitar; enquanto Prosper Montagné, autor do Larousse Gatronomique, sugere que ela seja uma distorção popular de moyeunaise, derivado do antigo francês moyeu, ou, em português, gema de ovo.

Bayonnaise, mahonnaise, maionese… O fato é que este molho versátil e fácil de fazer combina com cachorro-quente, hambúrguer, batata frita e até com pão puro.

Esta receita específica me foi passada pela minha madrinha, e já é tradição em casa. Além de deliciosa, ela ainda serve como base para saladas de maionese, salpicão, patês e diversos outros pratos.

Ingredientes:

Ilustração: Renato Marcel Ribeiro

  • 1 limão
  • 2 ovos
  • óleo
  • sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de fazer:

Coloque os ovos, o sal, a pimenta e o suco de 1 limão no liquidificador. Feche a tampa e comece a bater. Pelo buraco da tampa, vá acrescentando o óleo até o redemoinho que se forma no meio da mistura fechar (quanto mais óleo, mais firme fica a maionese). Depois, é só acertar o tempero e está pronto.

Dica:

A maionese é um molho versátil, pois a partir de sua base, diversas combinações podem ser criadas. Aqui vão algumas dicas testadas por mim:

  • Maionese Verde (ou de ervas) – seguindo a mesma receita, basta acrescentar 1 colher de sopa de mostarda e 2 colheres de sopa de cheiro verde (cebolinho+salsinha)
  • Maionese de Cenoura – como sugere o nome, basta acrescentar 1 cenoura.

Vale lembrar também que o tipo de óleo utilizado para bater modifica o sabor final da maionese. Eu uso óleo de girassol, mas já fiz com o de soja e o sabor é bem parecido com o de uma Hellman’s, porém melhor. Há quem acrescente algumas colheres de azeite de oliva para sofisticar o sabor, mas ainda não testei. Caso alguém se aventure, poste sua experiência nos comentários para podermos trocar figurinhas.

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